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História

 

Desconhece-se a data de fundação da aldeia de Zambujal, no entanto, ruínas e vestígios históricos encontrados na região apontam no sentido de que o seu povoamento se terá iniciado nos princípios da nacionalidade, senão em época ainda mais recuada.

Do povoamento no início da nacionalidade parecem ser prova as ruínas de muralhas existentes no monte Melo que pertencem a um Castelo ali mandado construir por D.Afonso Henriques logo nos primeiros anos do seu reinado (entre 1142 a 1146) a fim de resguardar a povoação das investidas dos mouros.

A povoação de Zambujal deverá ter sido uma póvoa de Germanelo. A mais antiga referência escrita a este povoado que se conhece está contida num documento de 1258. Trata-se de uma sentença que regula a perceção do dízimo no lugar de “Arconcen”, entre a Igreja de Condeixa e o Zambujal.

No mesmo século, em agosto de 1293, é o lugar citado noutro documento, em que o prior de Santa Cruz de Coimbra, D.Durando, doa ao seu mosteiro a herdade que possui no lugar de “Azambujal”, confirmada noutro documento, de 10 de março de 1313, onde se diz que o almoxarife de Coimbra demanda os frades crúzios pelo dízimo de vinho produzido no lugar, sob a alegação de que é reguengo. O “Numeramento” da população de1527 chama-lhe “Azãbujal” e o Livro de Registo (Tomo X, fls.317) transcreve uma Carta Régia de 1594, em que aparece, também, Azambujal, gráfica que se mantém nas Sentenças das Doações e Privilégios do Mosteiro de Santa Cruz, de 1601, que se encontram na Biblioteca Municipal de Coimbra.

Existe um foral manuelino dado a “Azambujal”, registado no “Livro da Estremadura”, depois de Cádima, que alguns estudiosos afirmam respeitar a este lugar do concelho de Condeixa-a-Nova. Foi lavrado em Lisboa a 23 de agosto de 1514.

Zambujal pertencia ao termo de Germanelo mas em 1527 já fazia parte do de Rabaçal, poucos anos depois a povoação passou a fazer parte do termo de Coimbra e em 1811 era vila da Província da Beira, com juiz ordinário da Comarca e provedoria de Coimbra.

Vinte anos depois, encontra-se novamente na dependência da vila do Rabaçal, por esta localidade ter adquirido maior desenvolvimento devido ao facto de se encontrar no trajeto da estrada Coimbra-Tomar-Lisboa, de grande movimento na primeira metade do seculo XIX.

Suprimido o concelho do Rabaçal pela carta de lei de 31 de dezembro de 1853, fica a freguesia de Zambujal a pertencer ao concelho de Soure, passando, por decreto de 24 de outubro de 1855, para o concelho de Condeixa-a-Nova.

 

Lenda dos Ferreiros (Melo e do Gerumelo)

Conta a lenda, fortemente enraizada na tradição popular que nos dois montes de forma cónica e muito semelhantes localizados a nascente do Zambujal, hoje conhecidos por Melo e Gerumelo, habitavam dois irmãos, ferreiros de ofício, que tinham o nome dos respetivos montes em que se haviam instalado.

Sucedia, porém, que os dois ferreiros, verdadeiros gigantes, não tinham mais do que um martelo, assim, o Melo, de cada vez que dele necessitava, fazia sinais ao Gerumelo e este lho atirava como fuso, tornando a recebê-lo pelo mesmo processo. Isto repetia-se de todas as vezes que trabalhavam. Só a força de gigantes podia arremessar o martelo a tão grande distância.

Ora, um dia houve em que o Gerumelo acordou de mau humor e quando o irmão lhe pediu o martelo atirou-o com tanta força que ele desencabou-se no ar, a maça de ferro caiu no sopé do monte Melo e aí apareceu uma fonte de água férrea, a fonte da Ferratosa (atual Fartosa), o cabo, que era de zambujo, foi mais longe, caiu, enraizou e deu origem a uma mata de zambujos e a população que ali existia se veio a chamar de Zambujal. 

É provável, tal como a lenda pretende indicar, que o nome Zambujal tenha tido origem na existência nesta zona de muitos zambujeiros, de cujas matas o lugar original tenha herdado o nome, Zambujal.

Publicado por: Junta de Freguesia de Zambujal

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